Zahyra Mattar
Tubarão
O cooperativismo é um sistema econômico que faz das cooperativas a base de todas as atividades de produção e distribuição de riquezas, com o objetivo de espalhar ideais e atingir, como um todo, o desenvolvimento econômico e social, através da união de pessoas voltadas ao mesmo fim.
Para um índice relativamente alto de desemprego, essa é uma ação possível para enfrentar a exclusão de trabalhadores no processo produtivo e é adotada há algum tempo. Além de possibilitar trabalho, há perspectiva para a produção de uma maneira alternativa.
Se o cooperativismo, por um lado, reproduz a lógica da terceirização, por outro, passa a ser um importante instrumento de resistência ao atual contexto de exclusão. Na região, o Vale de Braço do Norte é a mais expressiva quanto ao número de cooperativas: são dez empresas na ativa hoje.
E as mulheres têm importante participação neste sucesso. Elas podem não ser maioria, mas são destaque em vários setores. No geral, a ‘classe rosa’ representa 31,94% da mão-de-obra atuante nas cooperativas.
Por setores, as mulheres são peça essencial nas cooperativas com foco na produção: elas são 82,24% das trabalhadoras. No ramo habitacional, elas também são em grande número ‘atrás do balcão’. Representam 49,78% das empregadas.
Capacitação
No Dia Internacional do Cooperativismo, neste sábado, as cooperativas catarinenses têm o que comemorar, especialmente, na área de educação e formação profissional. Isso porque um crescimento recorde de 106% nos investimentos (R$ 12,2 milhões) permitiu ao Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/SC) ampliar em 87,8% a qualificação profissional dos recursos humanos. A manobra beneficiará 156 mil pessoas.

